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A Solidão masculina

  • Foto do escritor: Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
    Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
  • 16 de mai. de 2024
  • 1 min de leitura

Uma demanda que sempre aparece sobre os homens é o tema da solidão. Se somos seres sociais, que nascemos inseridos em grupos sociais, aprendemos a estar com o outro desde o começo de nossas vidas, mas não aprendemos a dividir emocionalmente o que acontece conosco. Como homens, aprendemos a dividir com amigos a cerveja no bar, ver o jogo de futebol ou qualquer outro esporte, coisas sobre trabalho. Mas quando fica pesado, silenciamos. É o que aprendemos, cale suas dores e aguente como homem.

Não conseguir compartilhar nossas demandas emocionais acaba por nos isolar, e essa dimensão de isolamento nos faz solitários em meio a todos. Estamos sós em meio a todos, e quando acontece de dividirmos uma dificuldade, uma angustia ou alguma dor aparece à culpa e a vergonha. Não aprendemos a estar só como escolha, nos conhecer e gostar de nossa companhia, e assim entramos em relacionamentos colocando todo o peso daquilo que silenciamos em cima de outra pessoa, muitas vezes de forma agressiva.

Nossa solidão nos adoece, mas mesmo sabendo disso não conseguimos dar os passos para cuidar melhor de nós, apenas continuamos reproduzindo a superficialidade e silenciando nosso sofrimento. Até com amigos que consideramos íntimos é difícil dar esse passo, dividir um sofrimento, um medo, uma angustia.

A solidão emocional é presente entre nós homens, nos faz mal e impede que tenhamos uma vida mais saudável. E o que podemos fazer? Perguntar para aquele seu amigo que sempre tá alegre, mas às vezes fica mais silencioso como ele está se sentindo, aprofundar os laços afetivos com amigos, dividir seus medos. Podemos fazer mais e cuidar mais uns dos outros.

 
 
 

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