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Por que quase desisti da Psicologia após 10 anos ( Um manifesto sobre o cansaço do automático e o reencontro com o sentido).

  • Foto do escritor: Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
    Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
  • 25 de mar.
  • 1 min de leitura

Depois de muito caminhar, cheguei ao ponto de recomeçar.


Pode parecer um paradoxo: como alguém com uma década de clínica, milhares de horas de escuta e uma carreira estabelecida decide que é hora de dar um passo atrás para poder avançar? A resposta é dolorosa, mas necessária: eu havia perdido o ‘para quê’.


Há alguns meses, a frustração não era apenas um sentimento passageiro; era o meu estado civil. Eu sentia raiva. Achava que a Psicologia havia falhado comigo, que os protocolos eram frios e que a dor humana era um enigma sem solução. Eu estava enganado. O problema não era a ciência, era a minha forma de habitá-la. Eu atendia, mas não encontrava a pessoa por trás do sintoma. Eu agia no automático, e o automático é o cemitério do sentido.


Estou iniciando minha especialização em Logoterapia e Análise Existencial. Não busco apenas um certificado para a parede; busco a ferramenta que me permite olhar para o sofredor e dizer: ‘Sua dor tem um sentido, e nós vamos encontrá-lo’.


Este Substack será o diário dessa travessia. Não esperem aqui apenas teorias acadêmicas, mas a crônica de um psicólogo que redescobriu sua vocação no momento em que quase a deixou para trás.

Se você também sente o peso do vazio existencial, seja bem-vindo. Vamos ao encontro do sentido juntos.


 
 
 

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